Muitas mulheres que sofrem violência são dependentes financeiramente dos seus companheiros
Cerca de 29% das mulheres que
sofrem violência doméstica não denunciam os agressores, muitas vezes por conta
da dependência econômica. É justamente para estabelecer um benefício para
mulheres carentes vítimas de violência doméstica e permitir que mais mulheres
tenham renda própria que a deputada Rejane Dias (PT-PI), criou o Projeto de Lei
4462/21, que está sob análise da Câmara dos Deputados.
“Muitas mulheres que sofrem
violência doméstica não conseguem sair do ciclo da violência por serem
dependentes economicamente de seus agressores. A insegurança de sua manutenção
e de seus filhos é um dos fatores para permanecerem no ambiente de violência.
Esse benefício é uma das formas que assegura à mulher vítima coragem para
denunciar ou pedir ajuda e sair do ciclo da violência”, diz a professora do
curso de Direito da Universidade Tiradentes (Unit), doutora Acácia Gardênia
Lelis.
“A dependência econômica é um dos
fatores que mais influenciam a permanência da vítima no lar violento. A
violência patrimonial é uma das formas de violência, com não pagar alimentos,
reter bens da vítima. Dessa forma, o medo de ficar sem pensão e sem seus bens
contribuem para as vítimas não denunciarem a violência sofrida”, acrescenta.
Segundo ela, a falta de denúncia
gera um grande problema: a subnotificação. “O número de casos de violência
doméstica é muito maior do que as denúncias, isso é um fato. Por isso a
conscientização da sociedade sobre esses problemas é fundamental,
conscientizando da importância de se meter a colher, sim. Esse não é só um
problema pessoal, mas coletivo e importa a toda a sociedade”, ressalta a
doutora.
Por isso, é essencial incentivar
que mais mulheres denunciem atitudes violentas de seus companheiros, seja por
meio de políticas públicas, lei ou ações sociais. “Isso é possível empoderando
as mulheres e as meninas, levando conhecimento sobre seus direitos, a igualdade
entre homens e mulheres. A educação para a igualdade e o respeito é o caminho
que acredito ser transformador”, afirma Acácia.
|Fonte e foto: Assessoria de
Comunicação